Pastora protesta em oração no Solar de Brasília após Condenação de Bolsonaro

A cena de uma mulher ajoelhada em frente ao condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, chamou atenção nesta quinta-feira (11/9), logo após a  decião dp Supremo Tribunal Federal – STF que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)a 27 anos e três meses de prisão. Envolta em um pano com as bandeiras de Israel e do Brasil, a pastora Eliane Pereira, 62 anos, do Ministério Pentecostal, disse estar ali em protesto contra a sentença e em “oração pela nação”. Moradora do Núcleo Bandeirante, Eliane afirmou que frequenta diariamente a portaria do condomínio, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. “Todo dia estou aqui, orando para toda nação, para Deus libertar o Brasil e abençoar o JMS Bolsonaro”, declarou em entrevista ao Correio. Para a pastora, o julgamento não a abala, já que, segundo ela, “não há nada escondido aos olhos de Deus que não seja revelado”. Com um discurso fortemente pautado na fé, afirmou acreditar que “apenas Jesus tem o poder de definir os rumos da política e da justiça no país”. “A última palavra vem de Deus. Quem vai dar a última palavra é Jesus. E a última palavra é do Senhor Jesus”, disse. Enquanto rezava, a evangélica destacou que sua esperança se mantém em Deus. “É o Deus de Isaac, de Abraão, de Jacó, Deus de Moisés, Elias, minha força e fortaleza que eu sirvo. Deus vivo”, afirmou. A manifestação solitária de Eliane se somou a outras demonstrações de apoio que o ex-presidente vem recebendo desde o início do julgamento. Para ela, no entanto, o que prevalece não são os votos dos ministros, mas a fé: “Ele está com a mão sobre o Brasil, e eu creio na mão santa do Deus Todo-Poderoso, que fez o céu e a terra”.   Reprodução  

Rondônia terá parque Nacional após morte de último indígena de etnia Tanaru

A unidade de conservação de proteção integral será destinada ao reconhecimento e à preservação da memória material e imaterial do povo Tanaru O ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, na quinta-feira (11/9) o plano de trabalho para a criação do Parque Nacional Tanaru, em uma área de aproximadamente oito mil hectares, localizada em Rondonia, na fronteira com a Bolívia. O último representante do povo indígena Tanaru viveu isolado na Floresta Amazônica e resistiu ao contato com não indígenas até a morte, em 2022. A unidade de conservação de proteção integral será destinada ao reconhecimento e à preservação da memória material e imaterial do povo Tanaru.   Foram discutidas alternativas para a destinação da área com órgãos e entidades, como o Ministério dos Povos Indígenas, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodveridade ICMBio, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Casa Civil da Presidência da República. A solução encontrada foi a criação de um parque nacional, sob o regime de proteção integral, aliado ao desenvolvimento de estudos sobre a memória do povo Tanaru. A decisão foi tomada com base na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 991, que trata da proteção de territórios tradicionalmente ocupados por grupos indígenas isolados e de recente contato, após acordo firmado entre as partes envolvidas. A União deverá encaminhar ao STF relatórios semestrais sobre o cumprimento de cada etapa do projeto. Para o ministro Fachin, a criação do parque nacional será um “instrumento de reparação da histórica violência e vulnerabilização sofrida pelos povos originários do Brasil”. O ministro destacou que o plano de trabalho apresentado pela União foi elaborado a partir de amplo diálogo e cooperação institucional, atendendo ao dever fundamental do Estado de proteger o patrimônio ambiental, cultural e arqueológico relativo ao território outrora ocupado pelo povo Tanaru. O que são povos isolados e de recente contato? A denominação “povos indígenas isolados” se refere especificamente a grupos indígenas com ausência de relações permanentes com a sociedade ou com pouca frequência de interação, seja com não indígenas ou com outros povos indígenas já contatados “Esse ato de vontade de isolamento se relaciona com experiências traumáticas de violência colonial vivenciadas no passado, o que os leva a optar por um estado de autossuficiência social e econômica, quando a situação os leva a suprir de forma autônoma suas necessidades sociais, materiais ou simbólicas, evitando relações sociais que poderiam desencadear tensões ou conflitos interétnicos”, pontua a Funai. Já os indígenas de “recente contato” são aqueles que mantêm relações de contato permanente e/ou intermitente com segmentos da sociedade nacional e que, independentemente do tempo de contato, apresentam singularidades e seletividade (autonomia) na incorporação de bens e serviços. Reprodução Credito de Imagem: FUNAI

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