Dr Caetano Neto vai pedir cassação de Fernando Máximo
Em entrevista ao portal Extra de Rondônia e vídeo publicado no Portal Informa na Hora destaca-se a acusação feita pelo ativista e advogado Caetano Neto contra o deputado federal Fernando Máximo (UB). Segundo Neto, o parlamentar agiu como "lobista" da empresa Meta no Congresso Nacional. A acusação se baseia em uma emenda apresentada por Máximo ao Projeto de Lei (PL) n. 2628, que visa proteger crianças e adolescentes na internet. De acordo com Caetano Neto, a emenda tinha o objetivo de enfraquecer a lei, isentando as plataformas digitais de responsabilidade sobre conteúdos e de penalidades, incluindo multas e sanções criminais. O advogado afirmou que o texto da emenda foi, na verdade, elaborado por um gerente da própria Meta e rejeitado pelo relator do PL. Com base nisso, e citando o Artigo 231 do Regimento Interno da Câmara Federal, que proíbe deputados de patrocinarem interesses de entidades estrangeiras, Caetano Neto declarou que irá protocolar um pedido de cassação do mandato de Fernando Máximo por quebra de decoro parlamentar. Procurado pela reportagem, o deputado Fernando Máximo se limitou a dizer que as acusações são "sem fundamento". Fonte: Extra de Rondônia Vídeo: Informa na Hora
Ibama combate garimpo ilegal e desarticula infraestrutura criminosa em Mato Grosso
Desde o início do mês, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem conduzido a Operação Xapiri-Sararé para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, lar do povo Nambikwara, em Mato Grosso. A ação já resultou na destruição de uma vasta infraestrutura utilizada pelos garimpeiros. As equipes de fiscalização inutilizaram, até o momento, 100 escavadeiras hidráulicas, 317 motores estacionários, 431 acampamentos, 61 mil litros de combustível (diesel e gasolina), 43 motocicletas, 9 caminhonetes, 12 caminhões, além de outros equipamentos usados na extração ilegal de ouro (veja a tabela abaixo). Operação Xapiri-Sararé (MT) no combate ao garimpo ilegal-1.JPG Foto: Julliane Pereira/Ascom/Ibama Em propriedades rurais na região, que serviam como pontos de apoio logístico para o garimpo ilegal, o Ibama neutralizou equipamentos e estruturas, como depósitos clandestinos de combustível e locais de manutenção de maquinário. Em uma dessas propriedades, foram apreendidos quase 13 quilos de mercúrio. A Operação Xapiri-Sararé conta com a parceria das seguintes instituições: Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), além do apoio da Polícia Civil de Goiás (CORE/GT3). Aumento do garimpo e seus impactos A TI Sararé, que em 2025 lidera o ranking de alertas de garimpo no Brasil com 1.814 detecções, tem sido alvo de uma migração de garimpeiros ilegais, especialmente após a intensificação das ações do Governo Federal em outras áreas onde ocorriam o crime. A facilidade de acesso à região também contribuiu para o rápido avanço da atividade ilegal, que já resultou na supressão de 743 hectares de vegetação nativa na TI Sararé. Operação Xapiri-Sararé (MT) no combate ao garimpo ilegal-3.JPG Foto: Julliane Pereira/Ascom/Ibama O garimpo ilegal na TI Sararé causa graves impactos ambientais e sociais, como: Poluição: rios e igarapés são contaminados com mercúrio e resíduos oleosos, além de sofrerem assoreamento; Desmatamento: a supressão da vegetação nativa prejudica o bioma amazônico e os habitats da fauna local; Ameaça à cultura Nambikwara: a invasão das terras e a exploração dos recursos naturais afetam diretamente o modo de vida tradicional do povo Nambikwara; Expansão do crime organizado: a atividade ilegal contribui para a presença e o aumento de grupos criminosos na região. O Ibama reafirma seu compromisso em proteger a Terra Indígena Sararé e o povo Nambikwara, cumprindo a determinação judicial que exige medidas para a contenção do garimpo ilegal. As ações de fiscalização continuarão por tempo indeterminado. Equipamentos apreendidos ou destruídos Período: de 1º até 22/08/2025 (operação em andamento) 2025-08-25 Operação Xapiri-Sararé (MT) no combate ao garimpo ilegal-2.JPG Foto: Julliane Pereira/Ascom/Ibama 431 acampamentos 100 escavadeiras hidráulicas 4 barcos 9 caminhonetes 4 caminhões empregados na logística do garimpo 4 caminhões-basculante 3 caminhões-prancha 1 caminhões-tanque 6 tratores de esteira 1 trator de pneu 4 calhas resumidoras (estrovengas) 43 motocicletas 9 motobombas 21 motores geradores de energia 317 motores estacionários 2 motores de popa 2 motosserras 1 moinho de martelo 60.450 litros de diesel 1.290 litros de gasolina 5 armas de fogo pistola 9mm 2 armas de fogo pistola 28mm 1 espingarda calibre 22 84 munições 7 munições (calibre 12) 1 cartucho de munição calibre 9 mm não deflagrados 10 cartuchos de munição calibre 22 mm não deflagrados 1 carregador de pistola 9mm 1 carregador de fuzil 556 com 1 munição 6 capas de coletes balísticos 400 metros de mangueira (mangote azul) 12,4 kg de mercúrio 6 gramas de ouro 10 antenas de internet (Starlink) 10 estruturas de apoio logístico das atividades ilegais Desde 2023, o Ibama atua no combate ao garimpo ilegal na TI Sararé, onde aproximadamente 400 escavadeiras utilizadas no garimpo ilegal foram apreendidas e inutilizadas, além de motores e outros equipamentos usados na extração ilegal de minério. Na Amazônia, no período de 2022 a 2024, houve redução de mais de 30% na repressão de novas áreas de mineração ilegal por meio de operações do Ibama e de outras instituições do governo federal. Reprodução