Mulher de Ramagem comenta fuga do marido e ida da família para os EUA: “Perseguição política desumana”

A mulher do deputado federal Alexandre Ramagem (PL), a delegada de Polícia Civil Rebeca Ramagem, comentou pela primeira vez em suas redes sociais a decisão da família de ir para os Estados Unidos. Segundo ela, há uma “perseguição política desumana” e que a ida para o país norte-americano é o “início de uma nova jornada”. O parlamentar, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participar da trama golpista, não tinha autorização das autoridades para fazer a viagem e teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em suas redes sociais, a delegada mostrou o momento que chega nos EUA com as filhas de avião e encontra o marido no aeroporto, sem dar detalhes de como entrou no país. Na publicação, ela conta que a ida foi uma decisão para que todos continuassem unidos. “Há uma semana, desembarquei com minhas filhas nos EUA com um único propósito: proteger a minha família! A proteção das nossas filhas é e sempre será a nossa prioridade. Hoje, infelizmente, não encontramos no país a garantia de uma justiça imparcial. Somos vítimas de lawfare e temos enfrentado uma perseguição política desumana. Ainda assim, seguimos firmes. Somos fortes, capazes e prontos para ressignificar nossa história. Iniciamos agora uma nova jornada — e, como sempre, seguiremos unidos!”, escreveu Rebeca. Rebeca não descartou uma volta ao Brasil, mas disse que mesmo do exterior continuarão defendendo os valores que acreditam. “Mantemos a esperança de um dia voltar a um Brasil onde a escolha político-ideológica não seja tratada como crime, e onde a liberdade de pensar e expressar ideias não se torne motivo de condenação.De onde estivermos, seguiremos firmes na luta em defesa dos nossos valores e do que acreditamos ser o melhor para Brasil e para todos os brasileiros. Continuamos acreditando na possibilidade de construir um Rio de Janeiro “bom pra quem é de bem”. Que Deus abençoe a todos nós, e nunca se esqueçam: Jesus é o caminho, a verdade e a vida”, finalizou a delegada. Alexandre Ramagem foi condenado pelo STF em setembro, a 16 anos e um mês de prisão, no âmbito da ação penal da trama golpista. O parlamentar, que está licenciado do cargo para realizar um tratamento de saúde, está em Miami. A saída do país não foi avisada às autoridades. A PF apura se Ramagem atravessou a fronteira de carro a partir de Boa Vista, em Roraima, e se, do exterior, deslocou-se para os Estados Unidos.   Fonte: Rádio Pampa

Cláudia de Jesus pede aulas noturnas no Programa CNH Social para ampliar acesso em Rondônia

A deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) indicou ao Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) a criação de turmas de aulas teóricas e práticas no período noturno para beneficiários da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Social, com o objetivo de ampliar o acesso ao programa por trabalhadores e famílias de baixa renda. A parlamentar destaca que muitos beneficiários do Programa de Incentivo à Habilitação não conseguem participar das aulas no horário comercial, em razão da jornada de trabalho ou das responsabilidades familiares. A proposta busca garantir mais equidade e inclusão para os cidadãos que mais necessitam da política pública. “As turmas noturnas vão assegurar que trabalhadores, mães e chefes de família tenham condições reais de concluir o processo de habilitação. A CNH Social é um instrumento de cidadania, e precisamos garantir que ninguém fique de fora por falta de horário”, afirmou Cláudia de Jesus.

Mutirão do INSS leva perícias conectadas a cinco municípios 

Entre os dias 1º e 12 de dezembro, das 8h às 12h, cinco municípios de Rondônia receberão o Mutirão de Perícias Conectadas do INSS, uma iniciativa articulada pelo deputado federal Thiago Flores (Republicanos/RO), em parceria com a Previdência Social, para acelerar atendimentos e zerar as filas de espera. As ações ocorrerão em Rolim de Moura, Guajará-Mirim, Espigão do Oeste, Colorado do Oeste e Machadinho do Oeste, com oferta de todos os atendimentos do INSS e realização de perícias médicas por telemedicina, modelo que tem permitido ampliar o alcance do serviço em regiões mais distantes. Thiago Flores é o parlamentar que mais atua na área da Previdência em todo o estado, levando mutirões a diferentes municípios e garantindo a lotação de novos médicos peritos para Rondônia. Segundo ele, a interiorização do atendimento é fundamental para garantir dignidade e agilidade aos cidadãos que dependem da análise previdenciária. “O objetivo é simples: facilitar a vida da população e eliminar filas que se arrastam por meses. Vamos seguir trabalhando até que todos os municípios tenham atendimento digno e eficiente”, afirmou o deputado. Com o mutirão, a expectativa é ampliar significativamente o número de atendimentos no período e reduzir a demanda reprimida nos municípios contemplados. Fonte: Assessoria parlamentar

CONFLITO ENTRE ESTUDANTES E REITORIA DA UNIR DURANTE PALESTRA DO MBL

  Uma “palestra” do MBL na Universidade Federal de Rondônia (UNIR) causou confusão e gerou protestos de entidades estudantis no último dia 21 de novembro. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e outros grupos de alunos se posicionaram contra o evento e questionaram a Reitoria sobre sua autorização. Após a denúncia de que membros do Movimento Brasil Livre (MBL), classificado pelos estudantes como um “movimento de extrema direita”, estariam na universidade para uma palestra, o DCE e outras entidades estudantis foram questionar a Reitoria. Os estudantes organizaram um protesto e declararam oposição ao comportamento social do MBL, com publicações em redes sociais usando a frase de ordem “Fascista não se cria na UNIR!”. De acordo com os estudantes, o MBL vem pregando e incentivando discursos de violência contra camponeses no interior de Rondônia. Na “palestra” na Unir, alunos ligados ao DCE relatam ainda que o MBL não só exalta a ação policial que resultou em 123 mortes no Rio de Janeiro, como sugere que o governador Marcos Rocha (PL) deveria fazer o mesmo em Rondônia. A confusão envolveu diretamente a Reitoria, que foi questionada sobre o conhecimento e a autorização do evento. Há denúncias anteriores de docentes sobre o autoritarismo da Reitoria em outras questões, o que pode ter intensificado o conflito. “Após receber uma denúncia de estudantes de que haveria uma ‘palestra’ do MBL, movimento de extrema direita, em nossa universidade, nós, do Diretório Central dos Estudantes e demais entidades estudantis, fomos imediatamente questionar a Reitoria de nossa universidade sobre o posicionamento diante o conteúdo dessa ‘palestra’, escreveu o DCE em sua página no Instagran. “Recebidos por dois membros da reitoria, um deles é chefe de gabinete, não obtivemos respostas a não ser a conivência com discursos de ódio e presença de extremistas dentro de nossa universidade”, relata o DCE. “Pode ser facista, nazista, até o Hitler, seja lá o que for, nós vamos receber aqui na universidade, quem manda aqui é a reitoria”, disse o servidor chefe de gabinete, segundo o estudante do Curso de Pedagogia, Michael Carvalho. Sob condição de anonimato, um professor da Unir acompanha o caso com preocupação. “A universidade brasileira está sob ataque da extrema direita há anos. No caso da Unir, nossos alunos estão sendo atacados pelo MBL e, inexplicavelmente, não contam com a defesa e solidariedade da reitoria, que ao se calar, parece concordar com os ataques. Entendo que, ao se calar, a reitoria da Unir assume que há um processo de ‘nazificação’ do gabinete em andamento”, opinou. Um grupo de professores e alunos ligados às representações estudantis entende que a fala do chefe de gabinete da reitoria é criminosa na medida em que faz apologia ao nazismo, e estudam a possibilidade de denunciar o servidor tanto na Corregedoria da Universidade quanto no MPF – Ministério Público Federal. PROCEA A PROCEA (Pró Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis) foi quem organizou e definiu a programação do evento, incluindo a entidade extremista na grade. “Além disso, ainda recebemos relatos de monitores do evento (estudantes) de que um deles já haviam avisado para cancelar essa ‘palestra’, assim como boa parte dos monitores (quase todos) não sabiam dessa parte da programação, não foi divulgado no feed do instagram do evento e nenhma informação sobre o assunto! Na tentativa de passar por debaixo dos panos essa ‘mini oficina’ de cunho fascista!”, disse Michael, também conhecido por Maique. PROTESTO ESTUDANTIL O incidente na UNIR segue um padrão de conflitos em outras universidades federais (como UFPR e PUC-SP) onde a presença do MBL gerou confrontos com o movimento estudantil e resultou em expulsões e intervenção policial em alguns casos.

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