Em cinco meses, R$ 3 milhões: deputados de Porto Velho gastam como se o dinheiro fosse deles e sem nota fiscal

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Maioria desses contratos foi feita com as mesmas empresas, e quase sempre sem publicação das notas fiscais (Foto internet)

Eles foram eleitos para representar o povo, mas parecem mais preocupados em representar agências de publicidade, gráficas e consultorias “misteriosas”. Entre janeiro e maio de 2025, sete deputados estaduais com base eleitoral em Porto Velho consumiram, juntos, mais de R$ 3 milhões em verba indenizatória, dinheiro público, vale lembrar, e sem sequer publicar comprovantes detalhados ou notas fiscais dos serviços contratados.

Sim, você leu certo: R$ 3.021.709,25 em apenas cinco meses. Segundo o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa de Rondônia, essa dinheirama foi gasta com publicidade institucional, produção gráfica, assessorias e manutenção de escritórios políticos. Tudo muito vago. Tudo muito bem pago. E tudo muito pouco transparente.

O mais generoso com as próprias despesas foi o deputado Eyder Brasil, que sozinho consumiu meio milhão de reais. Em segundo, Edevaldo Neves, com quase R$ 490 mil. O ranking segue com Ribeiro do Sinpol, Alan Queiroz, Ieda Chaves, Jean Oliveira e Marcelo Cruz, nenhum deles abaixo da casa dos R$ 300 mil.

Agora, respire fundo: a maioria desses contratos foi feita com as mesmas empresas, e quase sempre sem a publicação das notas fiscais. A Lei Federal 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária, considera crime prestar serviços ou vender sem nota fiscal. Mas, para quem legisla, talvez a lei seja só um detalhe.

Curiosamente, enquanto esses parlamentares se esbaldam em despesas supostamente ligadas à atividade parlamentar, a população amarga a precariedade nos serviços públicos. Água que não chega, estradas que não existem, escolas caindo aos pedaços. Mas tudo bem, tem gráfica faturando alto com panfleto bonito para justificar a “atuação”.

O povo paga, o povo vota, e continua no escuro. Literal e figurativamente.

Cabe à sociedade cobrar. Exigir prestação de contas não é favor, é direito. E omissão custa caro, como mostram os R$ 3 milhões já gastos em silêncio.

 

Fonte: Redação