
A Intel, maior fabricante de microprocessadores dos Estados Unidos, anunciou que vai fazer a demissão de cerca de 24 mil funcionários ao longo de 2025, o equivalente a aproximadamente um quarto de sua força de trabalho principal.
A medida, revelada durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, faz parte de uma ampla reestruturação global da companhia, que também inclui o cancelamento de investimentos industriais na Alemanha, Polônia e Costa Rica, além da desaceleração na construção de uma nova fábrica em Ohio, nos Estados Unidos.
Prejuízo bilionário e confiança do mercado
O anúncio ocorre em meio a um cenário financeiro delicado para a Intel. No segundo trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de US$ 2,9 bilhões, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, as ações da empresa subiram 12% desde o início do ano, sinalizando a confiança dos investidores.
Reação global e impacto estratégico
A decisão da Intel é um revés importante para países como Alemanha e Polônia, que vinham tentando se firmar como centros de inovação no setor de semicondutores, considerado estratégico para a autonomia tecnológica da Europa.
Na Costa Rica, o anúncio representa o fim de um ciclo iniciado em 1997, quando o país foi escolhido como base de operações da Intel na América Latina. Apesar das demissões, a empresa promete manter presença em atividades de engenharia e pesquisa no país.
Onda de demissões no setor
O corte na Intel se soma a uma série de demissões em grandes empresas do setor de tecnologia. Gigantes como Microsoft e Meta também anunciaram reduções de pessoal em 2025, em uma tentativa de enxugar custos após o período de expansão acelerada durante a pandemia.
No caso da Intel, a expectativa é de uma economia anual de US$ 17 bilhões com a reestruturação, embora a empresa tenha admitido que os impactos completos sobre a força de trabalho e a distribuição das demissões por país ainda não estão totalmente definidos.
Fonte: ND