Uma acalorada fala na tribuna da Câmara de Vereadores de Porto Velho, envolvendo o vereador Marcos Combate, escalou para uma controvérsia que tem abalado a classe jornalística local. Claramente revoltado, Combate expôs supostos salários “exorbitantes” e privilégios concedidos a certos jornalistas, gerando desconforto e abrindo espaço para um sério debate sobre a ética e a transparência no jornalismo da capital de Rondônia.
Durante sua fala na tribuna, o vereador Combate fez críticas diretas a jornalistas e veículos de imprensa, questionando a imparcialidade da cobertura e a origem de verbas que recebem. Ele atacou diretamente dois jornalistas donos de site local, mencionando que um deles ocuparia um cargo com salário de R$ 23 mil na Assembleia Legislativa, enquanto seu sobrinho e filho teriam salários de R$ 12 mil na Prefeitura e R$ 7 mil na EMDUR, respectivamente. Combate ainda comentou que alguns citados chegam a receber cerca de R$ 1 mil de auxílio para convênio de saúde, contrastando a situação com a população que, segundo ele, sofre com a precariedade dos serviços públicos.
O vereador direcionou críticas a outros profissionais, acusando-os de “mamarem na teta” de certas figuras políticas, em referência a supostos favores e benefícios financeiros. Ele defendeu que a mídia precisa ter imparcialidade e dar espaço ao contraditório, e que ele mesmo teria sido alvo de “perseguições, chantagens e calúnias”.
As declarações de Marcos Combate levantaram a discussão sobre até que ponto o jornalismo local estaria sendo influenciado por interesses políticos e financeiros, comprometendo sua credibilidade.
A controvérsia ressalta a importância do debate sobre a transparência na relação entre imprensa, mercado publicitário e o setor público, e a necessidade de critérios claros para evitar conflitos de interesse que possam ferir o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.
Da Redação com transcrição parcial de vídeo