Desafino Parlamentar: Coronel Chrisóstomo não sabe o Hino Nacional
É fundamental que representantes eleitos, especialmente aqueles com histórico militar, demonstrem profundo conhecimento e respeito pelos símbolos nacionais O hino nacional é um dos pilares da nossa identidade e cultura. Na esfera política brasileira, onde a simbologia e a representação são pilares da atuação pública, episódios que tocam a integridade dos símbolos nacionais ganham destaque. Recentemente, o deputado federal Coronel Chrisóstomo, militar do Exército Brasileiro, viu-se no centro de uma controvérsia após um deslize na letra do Hino Nacional Brasileiro. O parlamentar, conhecido por sua ligação com as Forças Armadas, escorregou na frase “de um povo heróico e um brado RETUMBADO”, trocando o correto “retumbante” por um termo inexistente no contexto do hino. O incidente levanta questionamentos pertinentes sobre a preparação e a atenção dos nossos representantes em relação aos elementos que compõem a identidade nacional. Para um deputado com patente militar, espera-se um domínio ainda maior dos hinos e símbolos que representam a pátria, considerando sua formação e a valorização desses elementos dentro da carreira militar. A troca de “retumbante” por “retumbado” pode parecer um pequeno erro para alguns, mas para muitos, especialmente aqueles que veem nos símbolos nacionais um reflexo da história e dos valores do país, a falha soa como um desrespeito ou, no mínimo, uma falta de familiaridade preocupante. O termo “retumbante” no hino refere-se a um som que ecoa, que se propaga com intensidade, evocando a força e o impacto do brado de um povo heroico. “Retumbado”, por sua vez, não possui o mesmo significado e contexto, alterando a poesia e o sentido original da estrofe. O episódio serve como um lembrete da importância de que nossos parlamentares, independentemente de sua origem ou filiação, demonstrem não apenas capacidade legislativa, mas também um profundo respeito e conhecimento dos fundamentos que alicerçam a nação. Afinal, a representação vai além das propostas e debates; ela se manifesta também na forma como os eleitos se relacionam e valorizam os símbolos que unem o povo brasileiro. Da redação Vídeo: Noblat
Câmaras frias do IML param de funcionar e exalam forte odor; situação causa revolta e denúncia de descaso
Mesmo após R$ 750 mil repassados por emenda parlamentar federal, estrutura continua precária e servidores são obrigados a trabalhar em meio a cheiro de decomposição Um cenário desumano e inaceitável tomou conta do Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho nesta semana. As câmaras frigoríficas responsáveis pela conservação dos corpos pararam de funcionar, e o local passou a exalar um forte odor de decomposição, perceptível já do lado de fora da unidade. Funcionários denunciam condições insalubres de trabalho e a falta de resposta das autoridades. Apesar do repasse de R$ 750 mil à unidade — valor oriundo de emenda parlamentar federal —, a verba não foi usada para substituição das câmaras frias, nem para a aquisição de novos equipamentos. Segundo servidores ouvidos sob anonimato, o montante foi destinado a reformas superficiais, enquanto a estrutura essencial permanece abandonada. “É impossível trabalhar nessas condições. O cheiro está insuportável, não tem ventilação, e estamos lidando com corpos em decomposição. Isso aqui virou um descaso com a saúde e com a dignidade humana”, relatou um funcionário do IML, sob sigilo. Os problemas começaram há alguns dias, quando os equipamentos apresentaram falhas técnicas. Desde então, os corpos passaram a permanecer sem refrigeração adequada, agravando o odor e o risco biológico no local. População também denuncia o mau cheiro. A situação não atinge apenas os profissionais do IML. Familiares que aguardam atendimento para liberação de corpos e exames relatam desconforto e indignação. “É um desrespeito. Não conseguimos ficar nem na recepção. O cheiro é muito forte, parece que estamos dentro de uma vala. Isso aqui é um serviço público, com vidas envolvidas, não pode continuar assim”, reclamou Adriana Silva*, que aguardava liberação de um corpo nesta semana. “Não dá nem para respirar. As pessoas que trabalham aqui merecem respeito. E nós, que perdemos alguém, também”, disse José Aparecido*, outro visitante. (*Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.) Servidores expostos e silêncio das autoridades De acordo com relatos, os servidores continuam cumprindo expediente em meio ao odor, sem máscaras adequadas ou qualquer medida emergencial. O sindicato da categoria e representantes da sociedade civil já alertaram as autoridades, cobrando providências da Secretaria de Segurança Pública e do governo estadual. “Se nada for feito, vamos judicializar. Essa situação é um atentado à saúde pública e à dignidade dos trabalhadores”, declarou um representante classista. A reportagem apurou que o secretário de Segurança Pública já foi acionado, e um ofício será enviado formalmente ainda nesta semana. Caso não haja resposta imediata, uma ação judicial deve ser movida para garantir a intervenção emergencial. E os recursos públicos? A maior crítica recai sobre o uso dos recursos destinados à unidade. Técnicos apontam que o valor recebido seria suficiente para reformar a estrutura física, adquirir novas câmaras frigoríficas, equipamentos forenses modernos e ainda investir em melhorias nas condições de trabalho dos servidores. “Estamos falando de um órgão que lida com a dor humana, com famílias fragilizadas. É inadmissível que o básico não esteja funcionando. Onde foi parar esse dinheiro?”, questiona um servidor. Enquanto isso, a estrutura segue comprometida, os corpos continuam sendo armazenados sem refrigeração adequada e o mau cheiro denuncia o que há muito vem sendo ignorado: o colapso silencioso do sistema pericial em Rondônia. Da Redação