O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL), de Rondônia, enfrenta uma grave crise política e legal após o advogado Caetano Neto protocolar um pedido de cassação de seu mandato. O cerne da denúncia é a acusação de que o parlamentar teria transformado seu gabinete em uma “reunião de familiares” ao nomear parentes, configurando, segundo o causídico, crimes de nepotismo e Improbidade Administrativa.
Gabinete “Familiar” e Dano ao Erário
A crítica central de Caetano Neto reside na nomeação de familiares para cargos no gabinete, o que vai além da vedação ao nepotismo. O advogado argumenta que a prática configura também enriquecimento ilícito e requer que Chrisóstomo responda a uma ação para o ressarcimento aos cofres públicos.
O causídico estima que, em valores atualizados, as cifras pagas ilegalmente aos parentes possam ultrapassar R$ 3 milhões de reais, um montante significativo que evidencia o potencial dano ao erário.
Pressão Interna e Risco de Expulsão no PL
A denúncia já reverberou na cúpula do Partido Liberal (PL). Membros da bancada federal já estariam em conversas sobre a expulsão do parlamentar.
Caetano Neto também endereçará um pedido formal ao líder da bancada do PL na Câmara Federal, Deputado Sóstenes Cavalcante, para que Chrisóstomo seja:
* Destituído de todas as Comissões das quais participa pelo partido.
* Alvo de um pedido de expulsão junto à Comissão de Ética do PL.
📉 Impacto Eleitoral em Rondônia: O Risco Político da Conivência
A permanência de Chrisóstomo na sigla, segundo a análise de Caetano, pode ter um impacto desastroso para o PL em Rondônia. O advogado alerta que os candidatos do partido nas próximas eleições sofrerão um “revés eleitoral”.
A tese é que o PL em Rondônia se tornaria alvo de ataques dos concorrentes, que explorariam a “conivência e compadrio” do partido com os atos do Deputado Cel. Chrisóstomo. O caso, portanto, passa a ser um teste crucial para a Comissão de Ética do PL e a postura de seus líderes frente a denúncias de má-gestão e abuso de poder.